Números Duros: Tragédia ferroviária em Lisboa, pintura roubada pelos nazistas descoberta em anúncio, juiz dos EUA decide a favor de Harvard, Armani morre aos 91 anos

A Europa e o mundo foram sacudidos por uma sequência de acontecimentos trágicos, históricos e marcantes — quatro notícias que, juntas, mostram a amplitude dos dramas e transformações da atualidade.
Na capital portuguesa, Elevador da Glória, um funicular histórico de Lisboa, descarrilou na noite de 3 de setembro de 2025, provocando a morte de pelo menos 16 pessoas e ferindo outras 23. O carro desgovernado desceu ladeira abaixo e colidiu com um prédio — o acidente ocorreu em poucos segundos, numa curva íngreme que liga a zona dos Restauradores ao Bairro Alto, área turística da capital. O choque abalou Lisboa e levantou duras perguntas sobre a segurança da infraestrutura antiga, especialmente diante do intenso fluxo de turistas e moradores.
As investigações preliminares apontam para a quebra de um cabo de sustentação como causa provável — o mesmo cabo cuja inspeção, realizada horas antes do desastre, não havia sinalizado falhas visíveis.
Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, uma obra de arte roubada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial reapareceu inesperadamente — desta vez, num anúncio imobiliário. A pintura, intitulada Retrato de uma Dama, do artista italiano Giuseppe Ghislandi, fora saqueada na Holanda e levada para a Argentina, onde estava em posse da família de um ex-oficial da SS. Após a identificação, as autoridades argentinas recuperaram a obra e abriram processo contra a filha do oficial e seu marido, acusados de ocultação de bem roubado em contexto de genocídio. O caso reabre feridas históricas e representa um avanço importante no combate à impunidade em crimes culturais.
Nos Estados Unidos, a Harvard University obteve uma vitória judicial importante: um juiz decidiu a seu favor, suspendendo temporariamente a proibição imposta pela administração do presidente Donald J. Trump que vetava a matrícula de estudantes estrangeiros. A decisão representa um alívio para milhares de estudantes internacionais e reacende debates sobre imigração, educação e direitos civis no país.
Por fim, o mundo da moda se despediu do italiano Giorgio Armani, falecido aos 91 anos. Considerado um ícone global da elegância e fundador de um dos impérios da moda mais influentes do mundo, Armani deixou um legado que vai além de roupas — sua visão transformou o estilo moderno, rompeu convenções e trouxe à moda uma sofisticação que alcançou celebridades, pop culture e o cotidiano de milhões.
